Partindo de Povoa das Leiras, entramos num trilho lajeado antigo a romper pela encosta.
Uma das particularidades deste percurso é que permite ver de onde vimos e para onde vamos, às vezes mais de 50% do mesmo.
As serras estão repletas de várias cores amarela e roxo, o que dá um aspecto muito bonito à paisagem.
A descida até Covelo de Paivô é realizada por trilho bem delimitado e a partir daqui é só seguir o PR13 já descrito anteriormente até Regoufe.
Depois da íngreme subida de cascalho chegamos ao planalto.
Vista espectacular para a "Garra" (projeção de 3 maciços rochosos) e para a orla marítima.
Em vez de seguirmos diretamente pelo PR14, viramos à esquerda para o Portal do Inferno. Mais uma subida muito íngreme mas sem dificuldade, logo à frente consegue-se ver a Mágica Drave construída entre os vales.
Próxima paragem, Portal do Inferno, estreita via construída com precipício dos dois lados, nunca tinha visto nada semelhante!
A descida para o vale da Ribeira de Palhais... Descemos uma enorme “parede” com mais de 150m de declive para progredir pouco mais em linha recta e demoramos uma hora. Pedras soltas, "becos" sem saída e voltas para trás, desaconselho totalmente. Por isso ajustei o track para sul com base noutro que tirei do wikiloc e tendo em conta a observação no local. Parecia haver comunicação com o trilho que se via no fundo do vale. No entanto e neste caso, com colegas experientes tudo corre normalmente e sem stress. Fizemos este troço com base num outro track tirado da net realizado à noite, que loucura!
Chegados a Drave, pausa para almoço junto ao rio. Mágica, simplesmente, é de facto um local único, quer a forma como foi construída quer a envolvência.
Depois a subida para sul a caminho de Gourim com declive continuo muito grande mas quase sempre em trilho. Chegando ao cume, mais uma espectacular vista panorâmica, vemos também o trilho no outro lado da montanha a rasgar serra acima até à estrada.
Segue-se mais uma descida até Gourim por estradão, mas circulação de automóveis só para 4x4. Vimos também detritos de antigas explorações mineiras.
A pequena aldeia está em ruínas, com excepção de uma casa reabilitada com muito bom aspecto tendo até painéis solares e gás.
A descida até 50m do rio é fácil, depois temos que atalhar entre a erva métrica e os socalcos, atravessando o rio até encontrar o que resta de um pequeno e escondido trilho na sua margem sul.
A partir daqui foram 20 min de corta-mato (muito alto) puro e duro com forte inclinação e só depois encontramos o trilho, ainda assim com um declive contínuo intenso e mais acentuado no final.
Chegando à estrada tudo fácil, com excelentes vistas para a Serra de São Macário e para Gourim.
Uma centenas de metros à frente mais uma cereja para o topo do bolo. O avistar da Serra da Estrela a 70 km e a planície que a antecede a norte com Seia em destaque, espectacular.
Seguimos pelo estradão que dá acesso à central éolica. A paisagem é muito bonita, com vistas largas e a aldeia da Coelheira ali ao lado, pena são os aerogeradores em excesso. Após o fim do estradão um pouco de corta-mato (light) e depois o trilho com descendente acentuada.
Com vistas sempre fantásticas é dos percursos mais bonitos, mais duros e com mais declive acumulado que já fiz.
Se contabilizarmos os declives e as correcções GPS, deverá ultrapassar os 30 kms reais.
Percurso pedestre
28 km
9:30 horas de caminhada efetiva
Nota: a descida que fizemos do Portal do Inferno para o vale da Ribeira de Palhais é íngreme e perigosa, optei por ajustar o track um pouco para sul.
Aceda aos Track-Points GPS aqui































































Genial trilho! Valente...
ResponderEliminarObrigado por visitar o nosso blog Salvador.
ResponderEliminarDe facto é um belo trilho e valente também, a começar nos 28km e a acabar na descida para o Ribeiro de palhais!
Abraço e boas caminhadas.