Percurso pedestre com a subida clássica abordagem aos Carris começando na Portela do Homem e seguindo pelo antigo estradão.
O dia estava frio e ventoso, mas o céu apresentava-se imaculadamente azul.
A partir do Teixo (1200m) a neve era já persistente mas a progressão era tranquila devido à sua elevada consistência. Destaque para um segmento de 50m abaixo da Ponte das Águas Chocas onde o piso com muito gelo abrigava a cuidados triplicados.
Logo à frente e ultrapassado o vale, a paisagem abre-se mostrando um espetacular manto branco.
Chegamos então às Minas dos Carris onde o ensurdecedor silêncio do abandonado complexo nos faz viajar no tempo.
Com muita neve de fácil progressão e um sol radiante, a combinação era perfeita. São muito raros os dias em que temos este privilégio.
Almoçamos e seguimos para a represa dos Carris que estava quase toda coberta por um manto de gelo. Saliento que, embora junto do Paredão principal e do muro de contenção sul o gelo seja muito duro nesta altura, não o é no centro do lago, convém não arriscar.
Depois de contornada a represa seguimos para o Marco Geodésico de Carris a poente das Minas. Este troço do percurso revelou-se difícil devido ao declive e à altura da neve muitas vezes acima do joelho.
Já no Marco de Carris a 1508m, tempo para apreciar a magnifica paisagem de 360º e nem o fortíssimo vento que aqui se sente nos demoveu de contemplar alguns dos ícones Geresianos pintados de branco, com destaque para a Serra da Peneda (alto da Peneda e Pedrada com neve), e para a serra do Larouco a cerca de 30km.
Na descida apontamos ao Curral das Abrótegas e retomamos o antigo estradão para realizar o caminho de volta.
Percurso pedestre: 21km em 6 horas de caminhada efetiva.
Track GPS: aqui














































































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