Comecei na Costa Nova onde se destacam as casas às riscas coloridas, o que confere a este lugar um ar distinto muito acolhedor.
Segui pela ciclovia durante cerca de 6km que nos leva até à Vagueira sempre com a Ria em pano de fundo.
Este lugar tem uma invulgar característica. Ruas limpas, arrumadas, sem casas devolutas, agradável, sem aberrações urbanísticas e sossegado, exactamente o contrário de Praia de Mira no verão, mas já lá vamos. Destaque para o acesso à praia um pouco condicionado por uma espécie de paredão transversal que separa a rua marginal e o areal.
A viagem continua na direcção sul com passagem pelo parque aquático VagaSplash e pela bonita e sossegada praia do Areão.
Um pouco à frente mas afastada da linha de costa, começa a pista Ciclo-pedonal de Mira. Esta segue entre arvores e campos, e é muito bonita. Depois fiz um pequeno desvio para visitar a tranquila praia do Poço da Cruz.
Saliento que estas duas últimas praias estão concessionadas e tem restauração.
Chegando a Mira, as praias são muito agradáveis mas estão sempre à "pinha", e os dois campismos ali existentes trazem um movimento muito grande a uma vila subdimensionada para gerir toda aquela gente. O arranjo urbanístico é assimétrico e desagradável em alguns locais, típico de uma vila que cresceu rápida e desorganizadamente, embora nos últimos anos se tenha realizado um esforço para inverter a situação.
No entanto é lugar muito atractivo (passei férias na minha juventude adolescente e gostei muito).
A Barrinha de Mira é muito bonita e temos sempre barcos a pedais disponíveis, assim como um parque, um museu etnográfico, restauração variada, pistas ciclo-pedonais, vida nocturna, e até o complexo residencial Miravillas um pouco mais afastado, muito bonito e sossegado, com uma pequena praça central também com restauração, muita "classe" e sossego" .
A crescente procura de locais para caminhar, correr e andar de bicicleta, tem feito com que as autarquias tenham apostado nas ecopistas, ecovias, pistas ciclo-pedonais etc, como fator dinamizador das localidades e promoção ao turismo. E sejam bem vindas.
É possível percorrer desde o centro de Mira até além da Lagoa de Mira e realizar o percurso de volta circundando toda a Barrinha quase sem contacto com a estrada. O percurso é muito bonito, com destaque para a floresta, Moinhos de água restaurados, algumas pontes invulgares a fazerem lembrar os antigos entrepostos de carga em madeira das linhas férreas e as lagoas naturais.
No entanto a manutenção está esquecida, mas não é só aqui, acontece um pouco por todo o lado.
A sinalização é reduzida, nos poucos cruzamentos com estrada é necessário parar para nossa própria segurança, esqueçam o " tenho prioridade".
As pontes tem o pavimento num material aglomerado (contraplacado), já algo deteriorado e faz um degrau no acesso. Nas pontes que ficam a seguir a curvas é preciso cuidado.
Nas zonas mais movimentadas com muitos peões descontraídos a ocupar toda a via, também temos que abrandar e aguardar, e devemos fazê-lo sempre, pedir licença em tom audível e depois passar, para fazer corridas vamos para a estrada. Nas vias mistas com peões e bicicletas deve imperar sobretudo o bom senso dos ciclistas.
Também se pede aos peões que sempre que possível caminhem pelo lado direito, e não pelo esquerdo.
É um belo passeio para esticar as pernas. Para quem não está habituado a andar 5 horas de bicicleta, pode fazer só a pista ciclo-pedonal que dura cerca de 2h e é muito agradável.
O percurso de volta foi realizado pela margem direita da Ria por terra, em que as paisagens de longa distância marcam a diferença.
Track GPS: aqui

























































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