Com o objectivo de percorrer os Percursos dos Açudes e Laranja que fazem parte das Ecovias do Rio Lima, idealizei um percurso que me permitia percorrer alguns locais de elevado interesse da região do Minho, com uma extensão de aproximadamente 100km. Mas, mais do que a quilometragem final, é o elevado declive acumulado e as longas subidas que exigem fisicamente.
Começando em Ponte de Lima e com uma breve passagem pelo centro logo me dirigi para a Ecovia entrando no Percurso dos Açudes.
São 16km até Ponte da Barca quase sempre junto ao Rio Lima pela margem esquerda.
O enquadramento paisagístico é espectacular. Podemos observar os vários açudes, campos de cultivo, moinhos, navegando entre uma constituição arbórea bonita e de grande densidade proporcionando muitas sombras. Existem algumas subidas sem relevância e o piso é variado entre a terra batida, pedra, betão e madeira.
O final deste percurso é no largo da feira em Ponte da Barca, vila muito bonita e acolhedora.
A paragem seguinte foi na Barragem de Touvedo que também tem como função o controle das descargas massivas da Barragem do Alto Lindoso.
Depois de umas valentes subidas e correspondentes descidas cheguei ao Percurso Laranja. São apenas 5km mas que valem bem a pena. A sua localização quase sempre junto e ao nível do rio, tornam-na impar.
Finda a Ecovia, tomei um atalho seguindo por uma bela Ponte Romana sobre o Ribeiro da Lapa, no entanto tive que levar a bicicleta à mão cerca de 300m a subir bastante entre pedras e vegetação, mas sem problema.
Um pouco à frente, tempo para contemplar a antiga Central Eléctrica do Lindoso. É um belo edifício histórico assente num enquadramento paisagístico muito bonito. Existem rumores que um dia será um museu, assim espero.
Seguem-se cerca de 11km com um declive médio D+ 3,6%, fácil, mas a limitar ritmos elevados.
Chegando ao Lindoso, tempo para visitar o Castelo, ícone da região, e de seguida a enorme Eira composta por cerca de 50 Espigueiros em pedra, alguns com cerca de 400 anos.
Podemos também visitar a Porta do PNPD do Lindoso.
Neste momento começou a chover torrencialmente, mas a viagem ainda nem ia a meio e tinha que continuar. Já na barragem do Alto Lindoso voltou o sol. É de facto uma construção imponente, assim como a albufeira.
A próxima paragem seria no Soajo, mas ainda teria que vencer uma subidas acentuadas, embora curtas.
Assentes num afloramento granítico, os 24 Espigueiros em pedra constituem a Eira local e que são também um importante ícone turístico da região.
Seguindo viagem na direcção da Porta do PNPG do Mézio, o percurso tem 7 km com declive médio D+5%, mas as paisagens são muito bonitas.
Nesta Porta do PNPG temos também um núcleo museológico, além das estruturas que visam dinamizar o Parque Nacional da Peneda Gerês. O local é também muito bonito.
Mais uma vez começa a chover torrencialmente, e a espectacular descida de 12km para Arcos de Valdevez teve que ser efectuada com muito cuidado, até porque o volume de água projectada pelas rodas reduziu muito a visibilidade e até respirar era difícil.
Já em Arcos de Valdevez a chuva abrandou e foi possível constatar a belíssima vila que é.
O retorno a Ponte de Lima foi efectuado pela Nacional 202 para poupar tempo, no entanto tem muitas subidas e o dilúvio voltou.
Embora seja um percurso de grande extensão e bastante desgastante, vale por cada km tendo em conta os pontos de interesse a visitar e as paisagens.
Também é possível realizar este percurso como roteiro turístico de automóvel, evitando as ecovias mas usufruindo de tudo o resto, menos da magia das duas rodas.
Percurso ciclístico: 104km em 7 horas de pedalada efetiva.
Track GPS: aqui










































































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